SAÚDE
Após quatro anos de espera, paciente recebeu um novo rim
Depois de quatro anos fazendo hemodiálise e aguardando na fila, Mônica Gomes realizou o transplante.
Em 01/09/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia
Foto: Divulgação/HEVV
A história de de Mônica Gomes, de 48 anos, ganha ainda mais significado durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos. Só no Espírito Santo, mais de 2.800 pessoas aguardam por um transplante.
Uma ligação às 18h do dia 17 de julho mudou a vida de Mônica Gomes, de 48 anos. Depois de mais de quatro anos fazendo hemodiálise e aguardando na fila por um transplante, a cozinheira recebeu a notícia que tanto esperava: havia um rim compatível. “Eu pulava, chorava e ria. Era só felicidade. Naquele momento, eu só pensava que já tinha dado tudo certo”, relembra. Na manhã seguinte, Mônica realizou o transplante no Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV).
Os problemas renais começaram ainda na infância, após uma infecção que provocou uma nefrite. Anos depois, durante a segunda gravidez, Mônica apresentou insuficiência renal e, com o agravamento da doença, precisou iniciar a hemodiálise.
“Quando descobri que meus rins não estavam mais funcionando, fiquei paralisada. Só pensava que precisava ficar bem pelos meus filhos e seguir em frente.”
Para a nefrologista do HEVV, Dra. Luciana de Assis Borba, o transplante representa uma mudança importante para pacientes que, como Mônica, convivem durante anos com a doença renal.
“Além de deixar a dependência da hemodiálise, o paciente ganha mais autonomia para retomar a rotina, estar com a família e fazer planos que muitas vezes precisaram ser deixados de lado durante o tratamento.”
A história de Mônica ganha ainda mais significado durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos. No Espírito Santo, mais de 2.800 pessoas aguardam por um transplante. Único hospital filantrópico do Estado habilitado para transplantes, o HEVV realiza procedimentos de córnea, rim, fígado, coração e pâncreas e é o centro transplantador capixaba com o maior número de modalidades habilitadas.
Segundo Bruno Majevski, gerente Ambulatorial do HEVV e responsável pelo Centro Transplantador, um único doador pode salvar até oito vidas.
“Ainda temos muitas pessoas esperando por um órgão e, para que a doação aconteça, a família precisa autorizar. Por isso, é tão importante conversar em casa e deixar claro o desejo de ser doador. Essa decisão pode representar uma nova chance de vida para várias pessoas.”
Mônica não conhece a família que tomou a decisão que mudou sua história, mas sabe o que diria se pudesse encontrá-la.
“Naquele momento de dor e de luto, eles tiveram empatia e pensaram em alguém que nem conheciam. Eles salvaram a minha vida. Peço a Deus que dê conforto e abençoe essa família. Podem ter certeza de que vou honrar o que fizeram.”
Para Mônica Gomes, o dia 18 de julho agora também é uma data para celebrar.
“Eu renasci. Agora tenho duas datas de aniversário”.
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