ECONOMIA NACIONAL
Classe C é a que mais se dedica ao empreendedorismo, diz estudo
Quase metade dos empreendedores ou donos de negócios do Brasil pertencem à classe C.
Em 26/03/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil
De acordo com o estudo do Instituto Locomotiva, o empreendedorismo, antes visto como uma fonte alternativa de renda momentânea ou emergencial, tem se consolidado como uma aspiração de trabalho, fundamentada no desejo da ascensão social.
Quase metade dos empreendedores ou donos de negócios do Brasil pertencem à classe C, chamada classe média. Isso é o que aponta um estudo elaborado pelo Instituto Locomotiva, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

De acordo com o estudo, o empreendedorismo, antes visto como uma fonte alternativa de renda momentânea ou emergencial, tem se consolidado como uma aspiração de trabalho, fundamentada no desejo da ascensão social e, ao mesmo tempo, na perda de status do trabalho em regime de CLT.
A flexibilidade, a autonomia e a expectativa de ganhos superiores têm sido os principais fatores para a escolha pela atividade. Para os interessados, abrir o próprio negócio pode oferecer melhores condições de vida e evitar longas jornadas de trabalho, deslocamentos exaustivos e, por vezes, ambientes de trabalho tóxicos ou abusivos.
Em nota, o presidente do Sebrae, Décio Lima, disse que ser dono do próprio negócio motiva milhões de homens e mulheres que lutam para manterem a si e suas famílias.
“O sonho de ser dono do próprio negócio motiva milhões de homens e mulheres que lutam para manterem a si e suas famílias. E não apenas isso, mas geram emprego e renda e criam inclusão social, mobilizando comunidades inteiras em todo o país.”
Lima destaca que o crescimento do setor depende de fomento e o ambiente legal necessário para ampliar a produtividade e competitividade dessas empresas com políticas públicas que garantam acesso a crédito, inovação e capacitação.
Ao analisar os dados, o economista e pesquisador Euzébio de Sousa, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), reforçou que o empreendedorismo é fundamental para o desenvolvimento do país, e defendeu qualificação do negócio.
“Nem toda abertura de CNPJ, nem todo trabalho por conta própria, nem toda prestação de serviços pode ser tomada automaticamente como expressão de iniciativa empreendedora. É necessário distinguir o empreendedorismo propriamente dito, associado à inovação e à ampliação da capacidade produtiva, das formas de trabalho subordinado disfarçadas de autonomia, muitas vezes organizadas por meio da pejotização, e também das atividades de mera subsistência que costumam ser chamadas de empreendedorismo por necessidade.”
O empreendedorismo por necessidade, destacou Sousa, costuma ocorrer quando a pessoa abre um negócio por não ter encontrado opção satisfatória no mercado de trabalho, situação comum em contextos de desemprego, informalidade elevada, baixos salários, precarização do trabalho e ausência de proteção social.
Em sua visão, o empreendedorismo não pode decorrer da pobreza ou da ausência de alternativas.
“Quando isso ocorre, não se está diante do empreendedorismo inovador capaz de promover desenvolvimento, mas de estratégias defensivas de sobrevivência em um contexto de forte precariedade social e ocupacional.” (Da Agência Brasil)
Leia também:
> O Acordo Mercosul-UE valerá provisoriamente em maio
> Aplicativos deverão detalhar custos das corridas aos clientes
> Governo bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026
> Ata do Copom: BC não indica mais cortes na taxa de juros
> RF abre consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda
ACESSE: SITE | INSTAGRAM | LINKEDIN | FACEBOOK | YOUTUBE | APP | RÁDIOSNET











