ECONOMIA CAPIXABA

Macadâmia capixaba: a produção da noz conquista o mercado

Produção da noz macadâmia cresce no Espírito Santo e conquista o mercado internacional

Em 06/01/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia

Foto: Governo/ES

Os dados mais recentes mostram que o crescimento da macadâmia capixaba está associado mais ao aumento da produtividade do que à expansão de área.

Discreta no campo, sofisticada no mercado e cada vez mais estratégica para a diversificação agrícola do Espírito Santo, a noz macadâmia é um daqueles produtos que surpreendem quando os dados de sua produção são colocados sobre a mesa. Produzida integralmente em São Mateus, no norte do Estado, ela une estabilidade produtiva, ganhos expressivos de eficiência e forte inserção no mercado internacional, com destino praticamente exclusivo aos Estados Unidos.

Os dados mais recentes mostram que o crescimento da macadâmia capixaba está associado mais ao aumento da produtividade do que à expansão de área. Entre 2022 e 2024, a área cultivada permaneceu estável, em torno de 660 hectares, enquanto a produção avançou de forma significativa. Foram 1.470 toneladas em 2022, 1.530 toneladas em 2023 e 2.055 toneladas em 2024, um salto de 39,8% em apenas dois anos, sem ampliação da área colhida. O desempenho reflete a maturação dos pomares, a adoção de tecnologias e o aprimoramento do manejo agrícola, características típicas de culturas perenes.

Exportação

Além do mercado interno, a macadâmia capixaba tem forte presença no comércio exterior. Em 2023, as exportações somaram US$ 1,18 milhão, com 152,9 toneladas embarcadas. Em 2024, mesmo com oscilações nos preços internacionais, o volume cresceu para 165,4 toneladas, totalizando US$ 969,7 mil. Já em 2025, considerando o período de janeiro a novembro, as exportações alcançaram US$ 1,27 milhão, com 183 toneladas, superando os resultados dos anos anteriores antes mesmo do fechamento do ano.

O destino dessas exportações chama atenção: 99% do valor e do volume da macadâmia capixaba têm como destino os Estados Unidos, evidenciando a inserção do produto em um nicho exigente. Em 2025, o debate sobre o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos acendeu um alerta entre os exportadores brasileiros. A macadâmia esteve no radar das preocupações iniciais, mas o cenário evoluiu de forma positiva e o produto foi incluído na lista de exceções tarifárias, preservando sua competitividade no mercado norte-americano.

“O mercado internacional de alimentos de maior valor agregado exige acompanhamento permanente. No caso da macadâmia, monitoramos de perto o debate tarifário, dialogamos com o setor e atuamos para garantir previsibilidade aos produtores e exportadores. A inclusão do produto nas exceções foi fundamental para manter o Espírito Santo competitivo e seguro nesse nicho de mercado”, avaliou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

Ainda segundo o secretário, a experiência da macadâmia reforça a importância de uma política agrícola que combine monitoramento internacional, inteligência de mercado e apoio a cadeias produtivas ainda pouco conhecidas, mas com alto potencial.

São Mateus: um único município, um produto global

Toda a produção e exportação de macadâmia do Espírito Santo têm origem em São Mateus, um único território que, mesmo com área estável, conseguiu se posicionar em um nicho global altamente especializado.

A produção de macadâmia é um exemplo de como a agricultura capixaba avança não apenas em volume, mas em qualidade, eficiência e estratégia. (As informações são da Seag) 

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