ECONOMIA NACIONAL
Ministro detalha setores afetados em caso de taxação pelos EUA
Márcio Elias Rosa listou o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco com a tarifa.
Em 03/06/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia
Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil
De acordo com o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, a decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, listou o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada.

“Os setores mais atingidos seriam os de máquinas, equipamentos, que têm valor agregado. E traz muito prejuízo, como disse o vice-presidente [Geraldo Alckmin], para emprego, para renda, para as indústrias”, destacou.
De acordo com o ministro, a decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
A lista dos setores mais expostos:
máquinas e equipamentos industriais;
produtos de plástico;
calçados;
produtos de madeira, como esquadrias;
papel cartão;
ferro fundido;
peixes e crustáceos.
A declaração do titular do MDIC foi dada em Brasília, ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, para dar resposta sobre como o governo do Brasil reagirá ao relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) emitido nesta segunda-feira (1º), que propõe a taxação.
Soberania
O ministro Márcio Rosa foi taxativo ao dizer que não haverá retrocesso em temas relativos à soberania nacional, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E por isso, o Pix não entra na pauta de negociações do Brasil.
“O Pix não está na mesa de negociação, não há hipótese para isso. Nós vamos, sempre que possível, demonstrar não apenas para o governo norte-americano, mas também para o povo brasileiro, qual é a linha de esclarecimento e de defesa do Brasil.”
O ministro criticou quem complica o avanço do diálogo entre Brasília e Washington.
“Toda vez que a gente avança, surge um complicador, alguém para dificultar o diálogo e, muitas vezes, há uma ameaça de retrocesso”, declarou.
Márcio Rosa mencionou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que teve agenda na Casa Branca, na última passada.
Para o ministro, o movimento do parlamentar fluminense para classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas pelos Estados Unidos, no fim atrapalha os trabalhos realizados pelas autoridades brasileiras.
“Ele [senador Flávio Bolsonaro] acaba por produzir um resultado que contraria a ação das nossas polícias, por exemplo, da Polícia Federal, que mantêm relação de atuação cooperada e conjugada com as autoridades norte-americanas."
O ministro salientou que o próprio presidente Lula já apresentou ao correspondente norte-americano a proposta brasileira de combate à corrupção.
“É importante que nós fiquemos com muita transparência esclarecendo o posicionamento do Brasil e na defesa, única e exclusivamente, dos interesses do povo brasileiro.”.
Articulação
O ministro Márcio Rosa lembrou que o Brasil mantém canais abertos permanentes, desde que o presidente Lula esteve reunido com o presidente estadunidense Donald Trump.
Desde então, o governo brasileiro teria participado de, pelo menos, quatro reuniões formais recentes com o USTR, a última em 28 de maio, estendendo-se a discussões técnicas na manhã de sexta-feira (29). (Daniella Almeida - da Agência Brasil)
Tags:
Donald Trump / Tarifaço / Economia / Negociação / Ministro
Leia também:
> Produção brasileira de óleo e gás bate novo recorde em abril
> Petrobras ajusta os preços do óleo diesel para R$ 1,12
> China reconhece território brasileiro como livre da febre aftosa
> Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,2%
Redes Sociais:
Site | Instagram | Linkedin | Facebook | Youtube | App | RádiosNet












