ECONOMIA NACIONAL
Produção de serviços tem maior expansão em 8 anos, diz PMI
O PMI de serviços subiu a 54,4 em julho, segundo dados divulgados hoje (4), pela IHS Markit.
Em 04/08/2021 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia
Os participantes da pesquisa informaram que a recuperação se deveu à conquista de novos clientes, ao fortalecimento da demanda e à suspensão de algumas restrições locais.
A forte recuperação no volume de novos negócios levou a produção de serviços do Brasil à maior expansão desde o início de 2013, com o setor mantendo trajetória de crescimento em julho, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).
Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4), pela IHS Markit, o PMI de serviços subiu a 54,4 em julho, de 53,9 em junho, segundo aumento seguido na produção e o mais rápido em oito anos e meio. Leitura acima de 50 indica expansão.
Os participantes da pesquisa informaram que a recuperação se deveu à conquista de novos clientes, ao fortalecimento da demanda e à suspensão de algumas restrições locais.
“Alguns dos obstáculos da Covid-19 enfrentados pelos prestadores de serviços diminuíram em julho, com as condições da demanda melhorando devido à diminuição das restrições locais e a maior acesso à vacina”, explicou em nota Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da IHS Markit.
A entrada de novos negócios aumentou pelo terceiro mês consecutivo em julho e no ritmo mais rápido desde o início de 2020, com as empresas citando esforços de marketing, aumento da vacinação e redução das restrições adotadas devido à pandemia.
De acordo com a IHS Markit, todas as cinco grandes áreas do setor serviços tiveram aumento de novos negócios e do índice de produção, com destaque em ambos os casos para Informação e Comunicação.
Ao mesmo tempo, os novos negócios para exportação tiveram aumento recorde no mês, com a demanda internacional apresentando melhora por três meses seguidos.
Com a demanda maior, as empresas contrataram pessoal adicional, e a alta do subíndice de emprego foi a mais rápida em mais de 11 anos. Foram citadas ainda como motivos as projeções otimistas de crescimento e a substituição de funcionários dispensados no início do ano.
Isso porque os fornecedores de serviços acreditam que a atividade de negócios vai crescer conforme a vacinação aumentar e a pandemia diminuir. O grau geral de otimismo em relação ao horizonte de 12 meses foi o segundo mais forte em sete meses, atrás de junho. Ainda assim, permaneceu abaixo da média da série.
Por outro lado, a escassez de materiais e flutuações cambiais desfavoráveis levaram os custos de insumos a aumentar novamente em julho, porém com a taxa geral de inflação recuando para o menor patamar em cinco meses.
Os entrevistados citaram custos mais elevados com alimentos, combustível, equipamentos de proteção individual (EPI), quadros de pessoal e serviços públicos.
Assim, o índice de preços cobrados aumentou pelo nono mês consecutivo em julho, mas a um ritmo mais lento do que em junho.
Com o PMI da indústria brasileira mostrando que o crescimento do setor chegou ao maior nível em cinco meses, o PMI Composto do Brasil aumentou a 55,2 em julho, de 54,6 em junho, na taxa de expansão mais forte em nove meses. (Por Camila Moreira - Reuters)
Leia também:
> Trabalho remoto gerou economia de R$ 1,4 bilhão no Executivo
> PEC dos precatórios prevê parcelar dívidas acima de R$ 66 mi
> Aneel mantém bandeira vermelha nível 2 nas contas de luz
> Taxa de desemprego no Brasil foi à 14,6% no último trimestre
> Brasil gerou 309 mil empregos formais em junho, diz Caged
> Confianças do comércio e serviços sobem em julho, diz FGV
> Simples Nacional será isento da taxação de dividendos
> Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 6,56%
> Produção de aço bruto do Brasil cresce 24% no 1º semestre
> Reforma tributária é fundamental, diz presidente da CNI
> Intenção de consumo das famílias segue crescendo, diz CNC
> Vendas no comércio cresceram 10,1% no primeiro semestre
> 11% dos trabalhadores fizeram home office ao longo de 2020
> Retomada da economia mostra patamares pré-crise, diz Adolfo
> Setor de serviços cresceu 1,2% em maio, diz pesquisa do IBGE
> Confiança do empresário industrial subiu em julho, diz CNI
> Projeção do PIB de 2021 passa para +5,26%, aponta Focus
> Publicada MP que abre crédito a micro e pequenas empresas
> Governo prorroga auxílio emergencial por mais três meses
TAGS: EMPREGO | CAFÉ | PIB | ECONOMIA | PEQUENOS | PRODUÇÃO | INDUSTRIA | PRÉ-SAL | SELIC