SAÚDE

Saúde reforça a importância da vacinação contra sarampo

Saúde reforça a importância da vacinação para proteção dos torcedores que vão para Copa

Em 14/05/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia

Foto: Governo/ES

A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças, adolescentes e adultos, independente se tem viagem marcada. 

A um mês do início dos jogos da Copa do Mundo da FIFA 2026, a Secretaria da Saúde (Sesa), por meio do Programa Estadual de Imunizações (PEI), reforça a importância da vacinação contra o sarampo para aqueles capixabas que vão acompanhar os jogos in loco. A iniciativa visa a proteção individual e coletiva diante do cenário epidemiológico internacional, marcado por surtos ativos da doença nos Estados Unidos, México e Canadá, países que sediarão os jogos a partir de junho. 

A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças, adolescentes e adultos, independente se tem viagem marcada. Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses. E adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose.

Para àqueles que vão acompanhar o evento, que tem início oficial no próximo 11 de junho, no México, é preciso verificar o cartão de vacina e procurar uma unidade de saúde mais próxima para atualizar a situação vacinal contra o sarampo antes da viagem, seguindo o período ideal.

Para crianças de 06 a 11 meses e 29 dias, é necessário realizar a dose zero da vacina, no mínimo, 15 dias antes do embarque para ter tempo hábil da soroconversão (produção de anticorpos). Para crianças de 12 meses a adultos de 29 anos, que precisam receber o esquema vacinal completo de duas doses da vacina, o ideal é que a 1ª dose seja realizada, no mínimo, 45 dias antes da viagem, a fim de ter tempo hábil de receber a 2ª dose (30 dias depois da 1ª dose) e ter período adequado para soroconversão (aproximadamente 15 dias). Já para adultos de 30 a 59 anos, que precisam receber o esquema vacinal com uma dose da vacina, é necessário iniciar o esquema, no mínimo, 15 dias antes do embarque para ter tempo hábil da soroconversão.

Entretanto, em situações em que a vacina não foi administrada no período ideal, ainda assim é recomendável que o viajante receba pelo menos um (01) dose antes de viajar, até mesmo no dia do embarque.

Sobre o reforço

O reforço à vacinação contra o sarampo segue a campanha nacional de vacinação contra o sarampo voltada a brasileiros que pretendem viajar para a Copa do Mundo, promovida pelo Ministério da Saúde.

Com o slogan “Vacinar é muito Brasil”, a proposta é conscientizar a população sobre o risco internacional do sarampo, especialmente quem vai viajar para os países-sede da Copa do Mundo, uma vez que os três países que sediarão o evento, Canadá, EUA e México, encontram-se com surtos ativos de sarampo, ou seja, há transmissão contínua do vírus ocorrendo nesse momento.

E, embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, a iniciativa reforça que viajar exige responsabilidade coletiva, além de destacar a importância de manter a caderneta de vacinação sempre atualizada, a fim de evitar uma potencial ocorrência de surtos e epidemias de sarampo no País.

Dados de sarampo no Espírito Santo

Até a semana epidemiológica 17 (até o dia 02 de maio), foram notificados no Espírito Santo 17 casos suspeitos de sarampo, com nenhum caso confirmado e nenhum óbito registrado. Em 2025, foram 97 casos suspeitos, também não havendo casos confirmados e óbitos pela doença.

Os últimos casos confirmados de sarampo no Estado foram registrados em 2019, quando foram notificados 04 casos importados, sem a ocorrência de casos secundários.

Pelo SUS a vacina ofertada para a proteção contra esta doença é a tríplice viral, que está disponível nos serviços de vacinação. A vacina possui meta preconizada pelo Ministério da Saúde de 95%. De janeiro a março deste ano, a cobertura vacinal é 94,70% para a 1ª dose e 82,22% para a 2ª dose. Em 2025, a cobertura alcançada foi de 96,80% para a 1ª dose e 82,03% para a 2ª dose, de acordo com dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). (As informações são da Sesa) 

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