ECONOMIA NACIONAL
Setor de eventos fecha 2025 com recordes de emprego e consumo
Dados do Ministério do Trabalho, IBGE e Receita Feral, apontam que o segmento criou 20,2 mil vagas.
Em 10/02/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia
Foto: Designed by FREEPIK
No core business, que envolve atividades como organização de eventos, atividades artísticas e culturais, espetáculos, recreação e lazer, além da produção e promoção de competições esportivas, o saldo de empregos formais em 2025 foi positivo em 20.213 vagas.
O setor de eventos fechou 2025 com crescimento do emprego formal e do consumo. De acordo com o Radar Econômico do Setor de Eventos, boletim da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) que utiliza dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Receita Federal, os indicadores do core business e do hub setorial mantiveram trajetória de expansão ao longo do ano.
No core business, que envolve atividades como organização de eventos, atividades artísticas e culturais, espetáculos, recreação e lazer, além da produção e promoção de competições esportivas, o saldo de empregos formais em 2025 foi positivo em 20.213 vagas. Com esse resultado, o estoque de empregos (total de vagas disponíveis em um mercado de trabalho) do setor alcançou 202.393 postos ao final do ano, crescimento de 81,7% em relação a 2019, período pré-pandemia. Em 2024, o estoque era de 179.133 empregos, o que indica avanço de 13,0% em um ano.
Saldo positivo
O hub setorial, composto por 52 atividades impactadas indiretamente pelos eventos, registrou saldo positivo de 165.756 vagas em 2025, após a criação de 190.605 postos em 2024, elevando o estoque total para 4,27 milhões de trabalhadores. Na comparação com 2019, o nível de emprego do segmento permaneceu 23,9% acima do período de referência.
Entre as atividades do core business, a organização de eventos concentrou a maior geração de postos formais em 2025, com a criação de 14.220 vagas. No hub setorial, áreas como publicidade e propaganda, serviços gerais, hospedagem, bares e restaurantes e infraestrutura para eventos mantiveram estoques de emprego superiores aos registrados antes da pandemia.
Consumo
O avanço do emprego refletiu-se no consumo associado ao setor. Em dezembro de 2025, a estimativa de consumo em recreação atingiu R$ 12,5 bilhões, maior valor mensal da série histórica iniciada em 2019. No acumulado de janeiro a dezembro, o consumo totalizou R$ 140,9 bilhões, crescimento de 5% em relação aos R$ 131,8 bilhões registrados em 2024.
Na comparação com outros segmentos da economia, o core business do setor de eventos apresentou, em 2025, o maior crescimento relativo do emprego formal em relação ao período pré-pandemia. O estoque de empregos do segmento ficou 81,7% acima do registrado em 2019, percentual superior ao observado na construção (40,7%), no conjunto dos serviços (22,5%), no comércio (16,6%) e na indústria, além do crescimento médio de 21,0% registrado no total da economia brasileira.
Para o presidente da ABRAPE, o empresário Doreni Caramori Júnior, os resultados estão associados a políticas públicas voltadas ao setor e ao avanço da formalização das relações de trabalho.
“Instrumentos de política pública como o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE) contribuíram para a reorganização das empresas e para a ampliação do emprego formal em um segmento que, historicamente, operava com elevada participação de trabalhadores informais. Esse movimento passou a se refletir de forma mais clara nos indicadores oficiais de emprego e consumo.”
O Radar Econômico da ABRAPE utiliza dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Receita Federal. O cálculo do consumo considera o peso do item “Recreação” no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a massa de rendimento real mensal dos trabalhadores apurada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). (Por Alessandro Padin/AsImp)
Leia também:
> Mercado reduz previsão da inflação para 3,97% este ano
> Move Brasil liberou quase R$ 2 bi para financiar caminhões
> Ministério da Fazenda reduz para 2,3% estimativa do PIB
> Poupança tem retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro
> CNI: faturamento da indústria fica estagnado em 2025
ACESSE: SITE | INSTAGRAM | LINKEDIN | FACEBOOK | YOUTUBE | APP | RÁDIOSNET










