SAÚDE

Síndrome do Olho Seco cresce com o uso excessivo de telas

O problema ocorre principalmente porque a atenção concentrada nas telas altera o reflexo de piscar.

Em 29/07/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia

Foto: Handsome/Magnifc/Divulgação/

Atenção prolongada diante de computadores e celulares reduz o número de piscadas, comprometendo a lubrificação dos olhos e gerando desconfortos que podem evoluir para lesões oculares.

O hábito de passar várias horas em frente às telas de computadores, smartphones e tablets tornou-se parte da rotina de trabalho e lazer da maioria das pessoas. No entanto, esse comportamento moderno traz consequências diretas para a saúde ocular. Um dos problemas mais frequentes nos consultórios é a Síndrome do Olho Seco, condição caracterizada pela diminuição da produção de lágrimas ou pela alteração na sua qualidade, comprometendo a lubrificação da superfície dos olhos.


A falta de lubrificação gera uma série de desconfortos nos olhos, muitas vezes confundidos com cansaço visual, explica a Dra. Liliana Nóbrega. Foto: Divulgação/

A oftalmologista Liliana Nóbrega explica que o problema ocorre principalmente porque a atenção concentrada nas telas altera o reflexo natural de piscar.

"Normalmente, uma pessoa pisca entre 15 e 20 vezes por minuto para manter os olhos devidamente lubrificados. Quando estamos focados em uma tela, essa frequência cai drasticamente para cerca de 5 a 7 vezes por minuto. Sem essa distribuição adequada, o filme lacrimal evapora muito mais rápido, deixando a superfície ocular exposta, ressecada e irritada."

A falta de lubrificação gera uma série de desconfortos que muitas vezes são ignorados ou confundidos com simples cansaço visual. Os sintomas mais comuns incluem sensação de areia nos olhos, queimação, vermelhidão, sensibilidade à luz, visão embaçada e até lacrimejamento excessivo, que surge como uma resposta reflexa do organismo para tentar combater o ressecamento.

"A lágrima não serve apenas para molhar o olho, ela possui nutrientes e propriedades protetoras contra infecções. Quando o ressecamento se torna constante, o paciente fica mais vulnerável a inflamações na córnea e na conjuntiva, além de pequenas lesões que podem prejudicar a visão a longo prazo."

Para quem precisa trabalhar diariamente em frente ao monitor, a oftalmologista Liliana indica pequenas mudanças de hábito que ajudam a proteger a saúde ocular.

"A principal recomendação é adotar pausas regulares: a cada 20 minutos de tela, olhe para um ponto distante por pelo menos 20 segundos. Isso ajuda a relaxar a musculatura e estimula a piscada. Além disso, ajustar o brilho do monitor, evitar o ar-condicionado direto no rosto e consultar o oftalmologista para a indicação do colírio lubrificante correto são medidas simples que fazem toda a diferença para manter a visão saudável."

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