SAÚDE
Gagueira: entenda os sinais que exigem avaliação fonoaudiológica
Alerta ganha força no dia 22 de outubro, data dedicada ao Dia Internacional de Atenção à Gagueira.
Em 22/10/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia
Foto: Divulgação/Magnific/
Fonoaudióloga Tatiane Chagas esclarece mitos e explica a importância de buscar suporte logo no início dos sintomas; "esperar para ver se passa" pode atrasar um tratamento crucial.
Repetições de sons, bloqueios e prolongamentos de sílabas são comuns quando os pequenos estão expandindo seu vocabulário, por volta dos 2 aos 4 anos. No entanto, diferenciar a disfluência típica do desenvolvimento de um quadro de gagueira infantil é decisivo para evitar que a dificuldade se cronifique. O alerta ganha força no dia 22 de outubro, data em que se celebra o Dia Internacional de Atenção à Gagueira.

"Quanto mais cedo a família recebe a orientação adequada, melhor", diz Tatiane Chagas. Foto: Divulgação/
A fonoaudióloga Tatiane Chagas enfatiza que a gagueira é um distúrbio neurobiológico da fluência da fala e não um traço de personalidade ou fraqueza emocional.
"Dizer para a criança 'respire fundo', 'pense antes de falar' ou 'calma' só aumenta a ansiedade e reforça o bloqueio. A gagueira tem base neurológica e genética, não sendo causada por traumas ou timidez, embora fatores emocionais possam modular sua intensidade."
A especialista alerta que a conduta de "esperar para ver se passa" pode atrasar um tratamento crucial.
Entre os sinais de atenção que indicam a necessidade de uma avaliação fonoaudiológica imediata, destacam-se:
Esforço visível, tensão muscular no rosto ou no pescoço ao tentar falar;
Movimentos corporais associados (como piscar com força ou bater o pé para liberar a palavra);
Prolongamentos de sons (ex: "ssssssapo");
Histórico de gagueira persistente na família;
A criança demonstrar incômodo, frustração ou evitar conversar.
Ainda de acordo com a fonoaudióloga, quanto mais cedo a família recebe a orientação adequada, maiores são as chances de recuperação completa da fluência.
"Quanto mais cedo a família recebe orientação adequada sobre velocidade de fala em casa e manejo da escuta, maiores são as chances de recuperação completa da fluência ou de convivência funcional sem prejuízos na autoestima."
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